Teste com Aedes modificado será feito no RJ

Teste com Aedes modificado será feito no RJ
Mosquito com bactéria inofensiva ao ser humano fica incapacitado de transmitir qualquer tipo de vírus

(CCM SAÚDE) — O uso de mosquitos Aedes aegypti modificados com a bactéria Wolbachia será expandido para grandes áreas das cidades do Rio de Janeiro e Niterói a partir de 2017. Ao longo de três anos, os mosquitos serão liberados em regiões com cerca de 2,5 milhões de habitantes nos dois municípios. O projeto é comandado pelo pesquisador Luciano Moreira, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A bactéria Wolbachia, inofensiva aos seres humanos, impede a fêmea do Aedes de transmitir qualquer tipo de vírus. Além da dengue e zika, a chikungunya também é passada ao homem por meio da picada do mosquito. O micro-organismo também torna estéreis as fêmeas que forem fecundadas por machos com esta bactéria.

Um projeto-piloto da iniciativa vem sendo realizado desde 2014 nos bairros de Tubiacanga, no Rio de Janeiro, e Jurujuba, em Niterói. Ao todo, foram liberados 340 mil mosquitos nestas áreas. Após um ano, 80% dos Aedes das localidades tinham a bactéria no corpo, o que reduziu o número de casos de doenças transmitidas pelo mosquito.

O uso desta bactéria integra a ação internacional 'Elimine a Dengue', presente em cinco países. Junto com os experimentos no Brasil, os mosquitos modificados também serão introduzidos na Colômbia, outro país com altos índices de infestação de Aedes e ocorrências de dengue e zika nos últimos anos.

Foto: © Torres Garcia - Shutterstock.com
Siga o CCM Saúde no Twitter