Vacina contra zika tem suceso em proteger ratos

Vacina contra zika tem suceso em proteger ratos
Fase inicial do testes demonstrou capacidade de imunização com vacina com vírus atenuado

(CCM SAÚDE) — Os primeiros resultados dos testes da vacina contra o vírus zika desenvolvida pelo Instituto Evandro Chagas, do Pará, e a Universidade do Texas, nos Estados Unidos, são promissores. A imunização foi capaz de proteger todos os camundongos que a receberam. Agora, o experimento continua com macacos.

A vacina é a primeira que utiliza o vírus vivo atenuado a ser testada com sucesso. Neste tipo de imunização, o patógeno é introduzido no organismo humano em uma versão geneticamente modificada e incapaz de causar a doença. Por outro lado, sua presença estimula a produção de anticorpos pelo sistema imunológico, o que garante a proteção contra infecções futuras.

Durante os testes, os ratos inicialmente foram alterados para desenvolverem uma deficiência na proteína interferon, que atua na proteção do organismo. Na sequência, um grupo recebeu o vírus zika selvagem e outro, o vírus atenuado. Cerca de metade dos integrantes do primeiro grupo morreu enquanto nenhum óbito foi registrado no segundo.

Depois, os animais imunizados foram expostos à espécie selvagem e também não apresentaram a doença, o que comprova que a imunização teve sucesso e o sistema imunológico dos animais tratou de combater a presença do agente patogênico.

Em entrevista ao portal 'G1', o diretor do Instituto Evandro Chagas, Pedro da Costa Vasconcelos, afirmou que a principal vantagem da vacina do vírus atenuado perante outros tipos de imunização, com a vacina de DNA, que já está em fases mais avançadas de estudo, é que a primeira exige apenas uma dose para proteção, o que aumenta a adesão da população ao tratamento.

Foto: © gajus - 123RF.com
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