Febre amarela: quem não pode tomar a vacina

Natali Chiconi - 18 de janeiro de 2018 - 10:19
Febre amarela: quem não pode tomar a vacina
Gestantes, idosos e doadores de sangue têm o risco de reações adversas graves

(CCM SAÚDE) — Com o maior surto de febre amarela silvestre das últimas décadas, o Brasil enfrenta uma campanha emergencial de vacinação, porém existem alguns grupos que não devem tomar a vacina por risco de desenvolverem sérias reações.


Gestantes, idosos, pacientes em quimioterapia e que fazem alguns tratamentos de saúde não devem tomar a vacina da febre amarela, que deve imunizar cerca de 20,6 milhões de pessoas em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Quem possui doenças autoimunes também tem restrições quanto ao uso da vacina.

Quem pertence a esse grupo de risco pode, no entanto, adotar outras medidas preventivas, tais como usar camisas de manga longa e calças compridas, bem como fazer uso de mosquiteiros e repelentes.

Em geral, a febre amarela causa sintomas como dor de cabeça, febre, vômitos e fraqueza, além de dores musculares e articulares. Na fase mais grave pode gerar inflamação no fígado e nos rins, além de sangramentos na pele, levando à morte.

Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), dos EUA, reações sérias à vacina da febre amarela ocorrem em 1 a cada 250 mil pessoas vacinadas, porém, quem está com o sistema imunológico debilitado ou tem alergias a elementos do ovo pode ter problemas graves.

Quem doa sangue, por exemplo, deve esperar 30 dias após a vacinação para fazer o procedimento. Grávidas e lactantes com bebê menor que seis meses deve buscar avaliação médica antes de tomar a vacina. O recomendável é que sejam vacinadas apenas se estiverem em locais de risco.

Recomendada para pessoas dos nove meses até os 59 anos, a vacina da febre amarela deve ser ministrada com cuidado em idosos, que precisam ser submetidos a uma avaliação médica para avaliar se o risco de contrair a doença é maior que os riscos de tomar a vacina.

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