Casos de sarampo e pólio cresceram no mundo

Pedro Muxfeldt - 17 de julho de 2018 - 10:16
Casos de sarampo e pólio cresceram no mundo
Doenças ligadas à baixa cobertura vacinal têm observado crescimento em diversas partes do globo

(CCM SAÚDE) — O número de casos de sarampo e poliomielite, bem como de difteria e rubéola congênita, cresceu em todo o mundo no ano passado. A principal causa, apontam especialistas, é a baixa cobertura vacinal contra essas doenças em diversos países.


Segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), foram registrados 177.330 casos de sarampo em 2017, 40 mil a mais do que em 2016. Já a poliomielite teve 96 ocorrências contra 42 no ano anterior. A difteria somou 16 mil registros contra cerca de 7 mil em 2016. Por fim, a rubéola congênita, quando a doença afeta grávidas e passa para o bebê, foi notificada 830 vezes em 2017 contra 463 um ano antes.

A principal explicação para o crescimento dos casos dessas quatro doenças está na menor procura global pelas vacinas que as previnem. Além das dificuldades de acesso à imunização em regiões mais pobres do planeta, os movimentos antivacina - no qual pais se negam a vacinar seus filhos pequenos - estão na raiz deste cenário.

Os casos de sarampo e poliomielite são os mais preocupantes para o Brasil. Consideradas erradicadas há décadas, as duas doenças voltaram a alarmar autoridades de saúde neste ano. Há dois surtos de sarampo confirmados em Roraima e Amazonas. Quanto à pólio, o Ministério da Saúde divulgou recentemente que 312 cidades do país têm cobertura vacinal inferior a 50% enquanto a meta é de 95%.

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