Insônia: genes estão ligados a diabetes e depressão

Natali Chiconi - 7 de agosto de 2018 - 09:26
Insônia: genes estão ligados a diabetes e depressão
Compreensão das bases moleculares desses problemas ajudará a criar novos tratamentos

(CCM SAÚDE) — Os problemas para dormir atingem milhões de pessoas. Diante desse fato, cientistas buscaram suas origens e descobriram relações genéticas com diabetes e depressão.


Na pesquisa, conduzida por pesquisadores estadunidenses, foram percebidos sinais de origem genética da insônia e relações dela com outros problemas de saúde. O estudo pretende encontrar outras abordagens para tratar esse problema.

Quando crônica, a insônia pode favorecer o surgimento de doenças cardíacas, diabetes tipo 2, transtorno de estresse pós-traumático e até suicídio. "A melhor compreensão das bases moleculares será fundamental para o desenvolvimento de novos tratamentos", diz Murray Stein, pesquisador da Universidade da Califórnia.

Para esse estudo, a equipe avaliou amostras de DNA de mais de 33 mil soldados, que participam de um estudo do Exército para Avaliar Risco e Resiliência em Servidores (STARRS, pela sigla em inglês). De forma geral, a pesquisa confirmou que a insônia tem uma base parcialmente hereditária: está ligada à ocorrência de variações no cromossomo 7.

Os cientistas encontraram, ainda, forte ligação genética entre insônia e diabetes tipo 2. No caso dos participantes de ascendência europeia, houve também vínculo genético do problema de sono e a depressão maior.

Ao identificar as mutações relacionadas aos sintomas, a pesquisa tem a intenção de ajudar a avaliar medicações em uso, mesmo para outras doenças, para encontrar as melhores fórmulas para as variantes genéticas mais frequentes da insônia.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 45% da população mundial sofre com distúrbios do sono. Na América Latina, o Brasil ocupa o terceiro lugar do ranking desses distúrbios, atrás apenas de México (88%) e Colômbia (75%).

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