Mortes por febre amarela em SP quadruplicam

Natali Chiconi - 30 de agosto de 2018 - 08:58
Mortes por febre amarela em SP quadruplicam
Por ora, apenas 70% da população foi imunizada contra a doença; Litoral Norte preocupa

(CCM SAÚDE) — Em uma comparação com 2017, as mortes por febre amarela em São Paulo já foram quatro vezes maiores. Isso é o que aponta um alarmante dado da Secretaria de Saúde.


O órgão informa que, até agora, foram 176 óbitos, contra 38 no ano passado. A vacinação - única arma contra o vírus - segue abaixo da meta, com apenas 70% das pessoas do Estado imunizadas. Vale destacar que a meta é de 95%.

Um dos principais focos da campanha de vacinação é o Litoral Norte. "A proposta para o estado de São Paulo e para o Brasil é uma ação de vacinação gradativa para o país inteiro", disse a diretora de Imunização da secretaria, Helena Sato, enfatizando que não é preciso ter viagem marcada para se proteger da doença.

Dados do Ministério da Saúde apontam que, entre julho de 2017 e junho de 2018, além dos 516 casos em São Paulo, foram 520 em Minas Gerais, 223 no Rio de Janeiro, 6 no Espírito Santo e outros 1.232 que ainda sendo investigados pelo Brasil.

A febre amarela, geralmente contraída em áreas de mata, pode ser assintomática. Entretanto, quanto surgem, os sintomas podem incluir febre alta, fadiga, dor de cabeça e muscular, náusea e vômitos. Em casos mais graves, ela pode causar insuficiência renal e hepática, sangramentos e fadiga extrema.

A vacina que protege do vírus é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O atual surto da doença já é considerado o maior da série histórica iniciada em 1980, quando o Ministério da Saúde passou a registrar seus números.

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