Narguilé pode transmitir hepatite C e tuberculose

Natali_CCM - 26 de setembro de 2018 - 08:05
Narguilé pode transmitir hepatite C e tuberculose
Organização Mundial da Saúde alerta para o alto risco de se compartilhar o bocal do "cachimbo"

(CCM SAÚDE) — Tipo de cachimbo utilizado no Oriente, o narguilé pode, além de maximizar os riscos de desenvolver câncer, transmitir doenças quando seu bocal é compartilhado.


De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma sessão média de 20 a 80 minutos com o narguilé equivale a uma exposição tóxica de cem cigarros - algo que eleva demais o risco de desenvolver câncer, por exemplo.

Outro risco para o qual os pesquisadores alertam é o de transmissão de doenças como tuberculose, hepatite C e herpes se o bocal do equipamento for compartilhado.

Essa espécie de cachimbo, amplamente utilizado em países orientais, aquece o fumo com carvão e fumaça, descendo para um reservatório de água, onde é puxado por uma mangueira.

"Doenças como bronquite, enfisema pulmonar, limitam a vida desse indivíduo do ponto de vista que ele terá dificuldades para tarefas simples, da vida diária", conta Aldo Miranda, mestre em fisioterapia respiratória, ao portal 'G1', enfatizando que esse hábito não deve ser adotado como um hobby, especialmente entre os jovens.

Além dos riscos de contaminação e aquisição de doenças contagiosas, a consequência mais grave do narguilé é o câncer. Estimativas do Inca (Instituto Nacional do Câncer) indicam que, a cada ano no país, o número de novos casos de câncer de pulmão passa de 30 mil.

"Lesão da via aérea desde o nariz, da garganta até a laringe, lesões pré-tumorais e lesões tumorais também podem acontecer. Esse conceito de que o narguilé é algo recreativo tem que ser eliminado, isso não existe", complementa a otorrinolaringologista Daniela Rodrigues.

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