Estudo: ser humano pode se lembrar de 5 mil rostos

Natali Chiconi - 11 de outubro de 2018 - 04:10
Estudo: ser humano pode se lembrar de 5 mil rostos
Pesquisadores da Universidade de York avaliaram lembranças de estranhos e famosos

(CCM SAÚDE) — Consegue avaliar quantos rostos conhece? Provavelmente não, já que, durante a vida, reconhecemos diversas pessoas - mais especificamente 5 mil, dizem estudos.


Vizinhos, amigos, parentes, alguém com quem apenas você cruzou na rua, celebridades, políticos… O número de pessoas que de alguma forma fazem parte da nossa memória pode ser muito maior do que imaginávamos.

Em levantamento recente, pesquisadores da Universidade de York, na Inglaterra, descobriram que não temos dificuldade para lidar com milhares de faces. Para chegar a esse resultado, avaliaram-se quantos rostos uma pessoa de fato reconheceria.

"A capacidade de identificar diferentes indivíduos é claramente muito importante - ela permite que acompanhemos, por exemplo, os comportamentos das pessoas e ajustemos o nosso de acordo com eles", afirmou, no estudo, Rob Jenkins, do Departamento de Psicologia da Universidade de York.

Para chegarem a essa conclusão, os cientistas fizeram com que os participantes ficassem uma hora anotando nomes de contatos pessoais de cujos rostos conseguiam se lembrar - isso incluía colegas, amigos próximos, família, etc. Depois, repetiram a tarefa com pessoas famosas, englobando atores, políticos, jornalistas, entre outros. O resultado foi que, após uma hora, o ato de encontrar rostos familiares foi ficando mais difícil.

Outro exercício proposto pelos cientistas foi o de mostrar milhares de imagens de pessoas famosas e perguntar quais delas os participantes reconheciam. A descoberta foi de que a maioria dos participantes era capaz de identificar de mil a dez mil faces. A média, portanto, seria de 5 mil.

"Essa diferença pode ser explicada pelo fato de que algumas pessoas têm uma aptidão natural para se lembrarem de rostos. Há também diferenças sobre o quanto cada um presta atenção nas faces e o quão eficientemente elas processam a informação", esclareceu Jenkins.

Agora, a consolidação da descoberta abre caminho para outra pesquisa, que é a de avaliar se esse reconhecimento de faces está ligado à idade. "Talvez acumulemos rostos ao longo da vida ou, talvez , comecemos a nos esquecer de alguns depois que atingirmos uma certa idade", completou o cientista.

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