Febre amarela: verão traz riscos de novo surto

Natali Chiconi - 10 de dezembro de 2018 - 08:33
Febre amarela: verão traz riscos de novo surto
Pesquisa do Ministério da Saúde indica que apenas metade das pessoas se vacinou contra o vírus.

(CCM Saúde) — A febre amarela continua registrando dados alarmantes no Brasil. Com a chegada do verão, o risco do vírus se disseminar aumenta, segundo o Ministério da Saúde.

O órgão informa que, de 1º de janeiro a 8 de novembro deste ano, foram registrados 1.311 casos e 450 mortes - quase o dobro do identificado no mesmo período do ano anterior. Com o aumento da temperatura, os mosquitos transmissores se reproduzem com mais facilidade, elevando a circulação do vírus.

Diante desse cenário, o governo faz um alerta para que as pessoas busquem vacinação, especialmente as que moram em áreas de risco, como as regiões metropolitanas de Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

"As pessoas devem tomar a vacina agora, antes do período de maior incidência da febre amarela, para que, quando o verão chegar, estejam imunizadas e não precisem correr para os postos. Queremos, além de evitar a proliferação da doença, que seja possível atender a todos sem problemas", diz, em comunicado, Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

O Ministério da Saúde aponta que apenas 50% dos brasileiros estejam protegidos contra a doença. A meta indicada pelo Ministério da Saúde para garantir a imunização e evitar a disseminação do vírus é de 95% de cobertura do público-alvo.

Oferecida em postos do Sistema Único de Saúde (SUS) durante todo o ano, a vacina da febre amarela é indicada para pessoas com idades entre 9 meses e 59 anos que residam em áreas recomendadas ou que pretendam viajar até essas regiões. A aplicação deve ser feita, pelo menos, 10 dias antes do deslocamento.

Não podem ser vacinados bebês com menos de 9 meses, mulheres amamentando bebês com menos de 6 meses de idade, pessoas com alergia grave ao ovo, portadores de doenças autoimunes e HIV, com contagem de células CD4 menor que 350, e pacientes que façam tratamento com quimioterapia, radioterapia e imunossupressores.

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