Exercícios previnem o Alzheimer, diz estudo

Natali Chiconi - 8 de janeiro de 2019 - 09:06
Exercícios previnem o Alzheimer, diz estudo
Em testes, hormônio liberado na prática de atividades físicas trouxe benefícios à memória.

(CCM Saúde) — O Alzheimer é um dos grandes males da atualidade, que traz danos irreversíveis à memória e não tem cura. Uma descoberta, no entanto, pode mudar esse cenário.

Pesquisadores brasileiros, em parceria com cientistas estrangeiros, analisaram os efeitos neurais dos exercícios físicos. Em experimentos com roedores, a equipe notou a liberação do hormônio irisina, também produzido pelo cérebro, que melhora sintomas do diabetes - diretamente ligado ao Alzheimer.

Publicados na revista especializada ‘Nature Medicine’, os resultados comprovaram que exercícios levam a uma memória mais eficiente. “Eles [exercícios] têm sido mostrados como indutores da memória e propostos como uma abordagem para reduzir o risco de Alzheimer”, frisam os autores do estudo, liderado por Fernanda de Felice e Sérgio Ferreira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Em parceria com cientistas da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, da Queen’s University, no Canadá, e dos institutos Oswaldo Cruz e D’Or, também no Rio de Janeiro, o estudo avaliou ratos manipulados para terem Alzheimer em duas condições.

A primeira delas era depois da prática de exercícios físicos e a segunda aconteceu diante da ingestão de doses regulares do hormônio. O resultado foi que, no grupo que nadava uma hora por dia, durante cinco semanas, houve maior concentração de irisina e os animais aprenderam mais.

Após esses resultados, a equipe identificou que a atividade física não precisa necessariamente ser a natação, como no caso do experimento com os ratos. Sabe-se, por ora, que o Alzheimer atinge mais de 35 milhões de pessoas em todo o mundo e ainda não existe tratamento efetivo para essa enfermidade.

Depois desse estudo, a equipe pretende focar no desenvolvimento de uma nova droga contra a doença, já que os medicamentos disponíveis atualmente apenas mascaram sintomas da doença.

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