Geladeira pode ter mais de 2 milhões de bactérias

Natali Chiconi - 13 de março de 2019 - 08:20
Geladeira pode ter mais de 2 milhões de bactérias
Pesquisadores de Campinas avaliaram 40 partes da geladeira e descobriram contaminações.

(CCM Saúde) — A geladeira pode até parecer um ambiente inofensivo, mas uma pesquisa apontou que, se não for limpa corretamente, ela pode reunir até 2 milhões de bactérias.

Uma análise feita pela Faculdade de Biomedicina da UniMetrocamp, em Campinas (SP), estudou 40 partes da geladeira, incluindo porta-ovos, maçaneta, prateleiras, gavetas e borrachas de vedação. O resultado foi o aparecimento de mais de 2 milhões de bactérias, além de 44 mil bolores e leveduras.

Segundo os pesquisadores, a higiene inadequada da geladeira pode causar desde micoses até infecções intestinais, urinárias, de garganta, febre e otite.
"O resultado surpreendeu, principalmente porque as bactérias e os fungos podem acabar contaminando os alimentos que estão limpos na geladeira", afirma Rosana Siqueira, doutora em ciências de alimentos e coordenadora do estudo.

Entre os micro-organismos identificados estão as bactérias E. coli, S. aureus, K. pneumoniae, Acinetobacter e os fungos Candida albicans e C. krusei. "Em 24 horas cresceram as bactérias e em até cinco dias cresceram os fungos. Surpreendeu. A gente não imaginava que iam crescer tantos tipos de bactérias e fungos", dizem os pesquisadores.

Um dos cuidados para evitar a contaminação é com as sacolinhas de supermercado e sujeiras presentes nos produtos. "É o que nós chamamos de contaminação cruzada. As bactérias do dinheiro acabam ficando nas mãos da pessoa e, com as mãos, ela pega o alimento. Quando a pessoa o leva para a sua casa, leva também micro-organismos junto", diz a coordenadora.

Para evitar contaminações e possíveis problemas de saúde, os cientistas recomendam limpar a geladeira com água e detergente ou sabão neutro para retirar restos de alimentos, por exemplo. “É fundamental que a limpeza seja de cima para baixo. A higienização de maçanetas também é importante”, alertam os pesquisadores, que indicam uso de água quente.

Além da manutenção no dia a dia, uma faxina mais completa deve ser feita uma vez a cada um ou dois meses.

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