SP confirma primeiro caso autóctone de sarampo

Natali Chiconi - 15 de maio de 2019 - 08:06
SP confirma primeiro caso autóctone de sarampo
Prefeitura da cidade lista outros casos importados e 92 pessoas com suspeita da doença.

(CCM Saúde) — A Prefeitura de São Paulo confirmou, nesta semana, o primeiro caso autóctone (de transmissão interna) de sarampo em quatro anos. Desde 2015, o município não registrava o vírus internamente.

Além desse caso, o órgão confirmou outros quatro focos da doença. Há, ainda, 92 pessoas com suspeita de sarampo em investigação. Felizmente, nenhuma morte foi registrada até agora.

A confirmação do caso autóctone eleva o nível de alerta na cidade porque indica que o vírus já está circulando por São Paulo. O paciente em questão é um professor universitário de 48 anos, hospitalizado. Os demais casos de pessoas que contraíram a doença de outros países (Israel) ocorreram na mesma família.

Tanto no caso autóctone quanto nos importados, os pacientes não eram vacinados contra o sarampo. Além desses casos, 20 infecções já haviam sido confirmadas em Santos, na Baixada Santista, todas decorrentes de um surto que atingiu o navio MSC Seaview em fevereiro.

“Imediatamente após a notificação do caso suspeito, sempre realizamos vacinação dentro dos ambientes que a pessoa frequentou, como residência, local de trabalho, escola. Se aparecem indícios mais fortes de confirmação, partimos para a realização de bloqueio vacinal em um raio de oito quarteirões desses locais”, explica Rosa Maria Dias Nakazaki, diretora da divisão de vigilância epidemiológica da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

De acordo com Rosa, 20 mil pessoas foram vacinadas nas ações de bloqueio realizadas a partir dos oito casos confirmados na cidade. A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba, está disponível no SUS gratuitamente e deve ser tomada em duas doses, aos 12 e 15 meses de idade. Adultos que não se vacinaram ou que não têm certeza se foram imunizados quando crianças podem procurar os centros de saúde também.

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