Por dia, surgem 1 milhão de novos casos de DSTs

Natali Chiconi - 7 de junho de 2019 - 08:58
Por dia, surgem 1 milhão de novos casos de DSTs
OMS informa que existe uma epidemia de sífilis, clamídia, gonorreia e tricomoníase.

(CCM Saúde) — Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que, por dia, há um milhão de novas infecções por doenças sexualmente transmissíveis no mundo.

Sem sintomas iniciais, essas DSTs englobam casos de sífilis, clamídia, gonorreia e tricomoníase. “Além de serem doenças assintomáticas, essas DSTs estão associadas a estigmas, à vergonha”, informa Melanie Taylor, epidemiologista da OMS.

“Como são infecções que ocorrem sem sintomas, as pessoas não percebem que estão infectadas. Então, não se testam, não se tratam, e o risco de transmissão é imenso não só para o parceiro, mas entre mães e filhos”, completa.

Quando detectadas, todas são doenças curáveis. Entretanto, se ignoradas, trazem complicações graves, especialmente para bebês que nasçam de mulheres com essas condições. A criança pode nascer morta, com baixo peso, surdez ou dificuldade de aprendizado.

Estima-se que, anualmente, essas quatro DSTs que entraram no boletim da OMS gerem 376 milhões de novas infecções em pessoas de 15 a 49 anos. No ano de 2016, houve 127 milhões de novos casos de clamídia, 87 milhões de gonorreia, 6,3 milhões de sífilis e 156 milhões de tricomoníase.

“Essas DSTs continuam sendo um alto fardo global. Tais dados indicam que as pessoas estão assumindo riscos com sua saúde, sexualidade e seus parceiros”, observa Melaine Taylor.

Quando não tratadas, essas complicações podem levar a doenças neurológicas, cardiovasculares e infertilidade, além de aumentarem o risco de infecção por HIV.

“Estamos vendo uma preocupante falta de progresso no sentido de parar com a propagação das infecções sexualmente transmissíveis em todo o mundo. Esse é um chamado para esforços combinados que garantam a qualquer pessoa, em qualquer lugar, o acesso a serviços para prevenir e tratar essas doenças debilitantes”, completa Peter Salama, diretor executivo de Cobertura de Saúde da OMS.

Especialistas reforçam a necessidade de os pacientes se educarem, utilizarem preservativo, fazer testes rotineiros e comunicar os parceiros, caso estejam infectados.

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