Câncer de pâncreas: novo tratamento descoberto

Natali Chiconi - 4 de julho de 2019 - 10:09
Câncer de pâncreas: novo tratamento descoberto
Em testes com camundongos, cientistas conseguiram prolongar a vida de animais doentes.

(CCM Saúde) — O câncer de pâncreas é um dos mais difíceis de se tratar - apenas 8% dos pacientes sobrevivem. Agora, um novo tratamento dá esperança a quem sofre desse mal.

Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Washington, em St. Louis, e da Universidade Rush, em Chicago, ambas nos Estados Unidos, identificaram um composto químico que promove um ataque imunológico contra esse tipo de câncer. A substância, então, reduz o crescimento do tumor pancreático, além das metástases.

Em testes com camundongos, a substância, combinada à imunoterapia, reduziu significativamente os tumores e melhorou a sobrevivência nos animais. Publicadas na revista 'Science Translational Medicine', as descobertas melhorariam as opções de tratamento para os pacientes.

"É uma doença altamente letal, e precisamos desesperadamente de novas abordagens terapêuticas", diz, em comunicado, o coautor David DeNardo, professor da Escola de Medicina da Universidade de Washington. "Em estudos com animais, essa pequena molécula levou a melhorias muito acentuadas e foi até curativa em alguns casos. Estamos esperançosos de que essa abordagem possa ajudar pacientes".

Em alguns experimentos conduzidos pelos cientistas, todos os cânceres desapareceram dentro de um mês de tratamento. Todos os ratos sobreviveram por quatro meses, quando os cientistas pararam de monitorá-los. Em contrapartida, os animais não tratados morreram dentro de seis semanas.

Vincent Gupta, coautor do trabalho, frisa que, embora o câncer de pâncreas seja a terceira causa de morte relacionada ao câncer nos Estados Unidos, apenas cerca de 3% dos testes clínicos para imunoterapias contra o câncer têm esse tipo de tumor como objetivo.

"A promessa de imunoterapias para o câncer de pâncreas requer uma nova abordagem", diz. "Acreditamos que esses dados demonstram que o direcionamento de células mieloides pode ajudar a superar a resistência a imunoterapias".

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