Radioterapia: ação e tratamento

Abril 2018

De maneira geral, o tratamento de câncer é realizado combinando cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Com exceção de tumores descobertos precocemente, a radioterapia não serve como método exclusivo de recuperação de pacientes com câncer e deve ser administrada ao lado de outras formas de combate à doença.


Como funciona a radioterapia

A radioterapia utiliza radiações para curar provocando dano direto e indireto no DNA das células com o objetivo de provocar a morte celular. A forma mais habitual de administrar a radioterapia externa é através de dispositivos denominados aceleradores lineares, que substituíram, nas últimas décadas, os aparelhos de cobalto.

Efeitos da radioterapia

Os cânceres de mama, próstata, reto, útero e bexiga podem ser tratados com radioterapia. Além disso, ela é indicada para aliviar a dor e os sintomas provocados por tumores disseminados nos ossos, cérebro ou outras regiões do corpo.

Efeitos colaterais da radioterapia

Os efeitos colaterais da radioterapia vão depender principalmente do local onde o tratamento será aplicado. Sessões de radioterapia contra um câncer de garganta, por exemplo, podem provocar dificuldades para engolir enquanto um tratamento radioterápico para o câncer de próstata pode levar a problemas sexuais. No entanto, alguns efeitos mais comuns podem surgir em qualquer tipo de radioterapia, tais como perda de cabelo, náuseas, vômito e perda de peso.

Radioterapia interna

A radioterapia interna utiliza material radioativo dentro do tumor ou nos tecidos ao seu redor. As fontes radioativas são radioisótopos de baixa ou moderada energia e limitada penetração nos tecidos, como o césio, irídio, iodo e paládio. Eles são aplicados em forma de cápsula e distribuídos em embalagens seladas.

Existem três tipos de radioterapia interna, que variam segundo a localização onde o material radioativo é aplicado. A radioterapia intracavitária é introduzida em cavidades naturais (esôfago, vagina); radioterapia intersticial, introduzida diretamente no tumor e radioterapia superficial nos casos em que o radioisótopo é aplicado na pele. Os implantes de radioterapia interna podem ser temporárias ou permanentes.

Acompanhamento multidisciplinar

O tratamento radioterápico deve ser feito sob acompanhamento multidisciplinar comandado por um oncologista radioterápico, que elabora, prescreve e supervisiona o plano de tratamento. Ao lado deste profissional, atuam clínicos, dosimetristas, técnicos em radioterapia (que operam os aparelhos em caso de radioterapia externa) e enfermeiras.

Além disso, o paciente em tratamento de câncer deve ser acompanhado de nutricionistas, fisioterapeutas, dentistas e assistentes sociais. Antes de realizar o tratamento radioterápico, o oncologista deve comunicar ao paciente e sua família sobre os benefícios e riscos da técnica e informar a respeito de outras possibilidades terapêuticas.

Foto: © Blaj-Gabriel - Shutterstock.com
Publicado por Pedro.CCM. Última modificação: 4 de dezembro de 2017 às 15:31 por Pedro.CCM.
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