Técnicas para cirurgia da tireoide

Setembro 2017

Centenas de milhares de cirurgias da tireoide são realizadas a cada ano para tratar casos de hipertiroidismo, nódulos da tireoide ou câncer de tireoide. A operação também permite o diagnóstico preciso quando a citopunção não foi capaz de especificar o caráter benigno ou maligno de um nódulo. A intervenção pode, segundo o diagnóstico realizado, levar à remoção total da tireoide ou de apenas uma parte da glândula.


Tireoidectomia total

Uma tireoidectomia total, realizada sob anestesia geral, consiste em uma retirada do conjunto da glândula tireoide. O procedimento dura cerca de duas horas, mas pode ser prorrogado se for necessária uma limpeza ganglionar. A operação não pode ser realizada em ambulatório e o paciente precisa passar uma noite no hospital, a fim de monitorar o risco de um hematoma compressivo. A duração da internação é de dois dias e a cura completa requer de seis a doze meses de recuperação. De acordo com estudo publicado em outubro de 2014 sobre a evolução da cirurgia da tireoide nos últimos 30 anos, a tireoidectomia total é a técnica mais utilizada para evitar recorrência nodular e indicada em caso de diagnóstico de câncer de tireoide.

Retirada parcial: diferentes técnicas

Existem diferentes técnicas cirúrgicas para ablação parcial da tireoide, como a lobectomia da tireoide, a loboistmectomia e a istmectomia.

Lobectomia

Lobectomia consiste em remover um lobo da tireoide.

Loboistmectomia

A loboistmectomia consiste na retirada de um lóbulo e de uma parte do istmo.

Istmectomia

A istimectomia é a retirada do istmo, tecido localizado na frente da traqueia que une os lóbulos.

Dores pós-operatórias

Após alguma intervenção, dores intensas podem aparecer. O problema, apesar de ser frequente, deve ser comunicado ao médico. Independentemente da aparição deste ou outros sintomas, consultas regulares devem ocorrer, no mínimo, nos primeiros seis meses após a cirurgia para avaliar a condição física do paciente.

Edema local e anestesia cirúrgica

Um edema pode ocorrer e persistir como uma sensação de anestesia da zona operada. Os sintomas desaparecem após algumas semanas.

Outras complicações pós-operatórias

Também pode aparecer um hematoma compressivo, uma infecção local, hipoparatiroidismo ou paralisia dos nervos recorrentes.

Foto: © extender_01 - Shutterstock.com

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Publicado por Joana.Saude. Última modificação: 14 de setembro de 2017 às 14:33 por Pedro.CCM.
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