Síndrome de Little: o que é, sintomas e tratamento

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A síndrome de Little, também chamada de diplegia espástica, provoca paralisia nos membros inferiores e, em alguns casos mais raros, atinge também os membros superiores.


Definição de síndrome de Little

A síndrome de Little é uma patologia neurológica infantil. Ela se manifesta nas crianças desde os primeiros meses de vida e faz parte do rol das paralisias cerebrais. É causada por lesões cerebrais e afeta principalmente bebês prematuros ou que tenham sofrido alguma forma de traumatismo durante o parto. A gravidez múltipla também é fator de risco para a diplegia espástica.

Sintomas da síndrome de Little

A paralisia dos membros inferiores, que pode ser mais ou menos severa, costuma ser percebida pelos pais nos primeiros meses de vida do bebê já que ela provoca atraso evidente no desenvolvimento da criança e dificuldades de locomoção. Além disso, a síndrome de Little tem como sintomas espasmos musculares, deformações nos pés (às vezes provocando dores ao passar dos anos) e posições incomuns dos membros em repouso.

Diagnóstico da síndrome de Little

O diagnóstico exige apenas a realização do exame físico e clínico por um médico. Apenas a observação da falta de movimentos dos membros inferiores do bebê e os atrasos em seu desenvolvimento já atestam o problema. Além disso, o profissional de saúde também é capaz de medir a severidade da paralisia dos membros. Não há necessidade de exames complementares para confirmar o diagnóstico.

Tratamento da síndrome de Little

Por ser uma condição congênita, não existe cura para a síndrome de Little. O tratamento, desta forma, vai atuar para reduzir os efeitos da paralisia. Assim, o paciente deve ser acompanhado desde os primeiros meses de vida por profissionais como fisioterapeutas e fonoaudiólogos para buscar elevar ao máximo suas capacidades motoras e de fala. Em crianças mais velhas, a consulta a um psicólogo também é de grande valor.

Cirurgia para síndrome de Little

Algumas intervenções cirúrgicas podem ser realizadas para melhorar a mobilidade do paciente. Entre elas está o alargamentos dos tendões que deve ser feita ainda durante o período de crescimento da criança. Já na fase adulta, cirurgias corretivas nos pés, quadril e joelhos também pode reduzir deformações, dores e melhorar a capacidade motora.

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