Esquizofrenia - Sintomas e diagnóstico

Novembro 2017

A esquizofrenia é uma patologia psiquiátrica que evolui de forma crônica. Ela se traduz pela associação de problemas do funcionamento cerebral, agrupados sob o termo de síndrome dissociativa, e de delírio permanente do paciente, ou seja, ideias e pensamentos falsos que estão em desacordo completo com a realidade dos fatos.

A evolução da esquizofrenia começa principalmente em adolescentes e jovens adultos com menos de 35 anos. Estima-se que 1% da população mundial sofra com algum grau de esquizofrenia. Essa doença mental não pode ser curada, mas seu tratamento permite ao paciente obter qualidade de vida mais. Suas causas não são conhecidas precisamente.


Sintomas da esquizofrenia

Os sintomas da esquizofrenia são diversos. De maneira geral, eles se baseiam na ocorrência de uma síndrome dissociativa. Tal síndrome provoca problemas no funcionamento normal do cérebro, levando o portador da doença a formular propostas absurdas para questões lógicas, apresentar desorganização severa de pensamento e dificuldades na linguagem, com utilização de palavras inexistentes.


O esquizofrênico também sofre distúrbios de comportamento, o que marcadamente grave pois gera afastamento do seio social e/ou familiar. Além disso, problemas emocionais se fazem presentes, com episódios extremos de certa indiferença pelas pessoas e situações ou, ao contrário, exagero nas reações diante de determinados acontecimentos.

Por fim, o sintoma mais característico da esquizofrenia são os delírios e alucinações, que podem afetar o paciente de diferentes maneiras. Há casos de sentimento de perseguição, contato com pessoas imaginárias e convicções absurdas sobre certas capacidades, como o talento para influenciar o pensamento dos outros.

Fatores de risco da esquizofrenia

A esquizofrenia tem incidência similar sobre homens e mulheres. No entanto, as mulheres estão mais protegidas contra a doença, seu desenvolvimento é mais tardio e menos grave. Os fatores de risco principais da esquizofrenia, no entanto, são tabagismo, doenças autoimunes, histórico familiar da doença, uso de medicamentos psicotrópicos na adolescência e exposição a vírus e desnutrição durante os seis primeiros meses de gestação.

Diagnóstico da esquizofrenia

Não existem exames capazes de detectar a ocorrência de esquizofrenia. Por conta disso, o diagnóstico deve ser feito por um psiquiatra ou psicólogo que buscará em uma consulta os sinais mais comuns da doença, como dificuldade em fazer contato visual, problemas de fala, falta de emoções, entre outros.

Tratamento da esquizofrenia

A esquizofrenia é uma condição incurável. Porém, o acompanhamento psiquiátrico combinado ao uso de medicamentos antipsicóticos é capaz de eliminar os sintomas. Mesmo quando esta fase é alcançada, o tratamento deve ser mantido para garantir que eles não retornem. Em momentos de crise do paciente, uma internação pode ser necessária para regular o sono, alimentação e higiene do portador da esquizofrenia.
Artigo original publicado por Carlos-vialfa. Tradução feita por asevere. Última modificação: 3 de fevereiro de 2016 às 11:27 por Pedro.CCM.
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