Esclerose lateral amiotrófica: o que é

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A esclerose lateral amiotrófica, também chamada de ELA , doença de Lou Gehrig, doença de Charcotou ou mais conhecida como ‘a doença de Stephen Hawking’, é um mal irreversível que reduz, progressivamente, a força muscular, gerando espasmos frequentes nos músculos e até dificuldades para engolir, por exemplo.


Como age a esclerose lateral amiotrófica

A esclerose lateral amiotrófica provoca a destruição progressiva dos neurônios responsáveis pelo movimento dos músculos e leva, com o passar do tempo, à paralisia progressiva de todos os grupos musculares.

Hereditariedade da esclerose lateral amiotrófica

Causada por uma alteração genética, a esclerose lateral amiotrófica pode, sim, passar de pais para filhos e, por isso, caso haja histórico da doença na família, é recomendável fazer aconselhamento genético antes de engravidar.

Causas da esclerose lateral amiotrófica

Em cerca de 10% dos casos, a esclerose lateral amiotrófica é causada por um defeito genético, porém, nos demais casos, o motivo ainda é desconhecido, porém pode estar ligado a mutações genéticas, desequilíbrios químicos, doença autoimune e mau uso de proteínas.

Sintomas da esclerose lateral amiotrófica

Os sintomas da doença de Stephen Hawking geralmente se manifestam após os 50 anos, porém já foram observados em pessoas mais jovens. Geralmente, os portadores de ELA têm uma perda gradual da força e da coordenação muscular, que piora gradativamente e impossibilita a realização de tarefas do dia a dia. Os músculos da respiração e deglutição são os primeiros afetados na maioria dos casos. A pessoa com ELA pode ter dificuldades para respirar, engolir, falar, apresentar câimbras musculares, paralisia, alterações de voz e perda de peso.

Diagnóstico da esclerose lateral amiotrófica

Caso apresente sintomas e/ou tenha histórico de ELA na família, é indicado que a pessoa busque ajuda médica, que poderá ser obtida com um clínico geral ou neurologista. Exames físicos geralmente detectam a esclerose lateral amiotrófica, que pode ser confirmada por testes genéticos.

Tratamento da esclerose lateral amiotrófica

Por ora, não existe cura para a esclerose lateral amiotrófica. O tratamento começa com medicamentos que reduzem a progressão da doença e prolongam a vida do paciente. Fisioterapia, reabilitação, uso de órteses ou de uma cadeira de rodas podem ser necessários.

Tempo de vida da ELA

A evolução da esclerose lateral amiotrófica varia de pessoa para pessoa, mas normalmente a expectativa de vida do paciente é baixa após as primeiras manifestações da doença. Nos dias de hoje, nenhum tratamento é capaz de impedir a progressão da esclerose ou curá-la.

Complicações da esclerose lateral amiotrófica

Em alguns casos, o paciente pode engolir ou aspirar comidas ou líquidos, apresentar insuficiência pulmonar, pneumonia, escaras e perda de peso acentuada.

Desafio do gelo

Entre agosto e setembro de 2014, uma brincadeira contaminou as redes sociais, envolvendo milhões de pessoas, inclusive celebridades. O desafio do balde de gelo consistia em uma pessoa derrubar um balde de gelo ou água fria sobre a cabeça e desafiar três amigos para a tarefa.

A brincadeira foi uma forma da ALS Association, ONG estadunidense que arrecada fundos para pesquisa sobre a ELA, chamar a atenção para o drama de pacientes com a doença e angariar dinheiro para a causa. Somente a organização recebeu cerca de R$ 390 milhões em dois meses.

Foto: © Ocskay Mark - Shutterstock.com
Dra. Marta Marnet

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