Infarto e mulheres na menopausa

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Segundo o estudo MONICA, uma das mais extensas pesquisas de monitoramento de doenças cardiovasculares coordenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mulheres entre 35 e 64 anos têm quatro vezes menos risco de sofrer um infarto do que homens nesta mesma faixa etária. No entanto, o que poucos sabem é que essa relação se iguala quando a mulher entra na menopausa, demandando cuidados e atenção especial. Abaixo, você verá algumas das descobertas de pesquisa realizada no laboratório Cassandre, na França, sobre infarto em mulheres na menopausa.

Mulheres menos preocupadas com infarto

O laboratório Cassandre identificou que há diferenças importantes sobre a atenção das mulheres aos fatores de risco cardiovascular e infarto entre homens e mulheres. Apesar de conhecerem os sinais de um infarto, as mulheres pensam menos na ocorrência de um problema quando os sintomas se instalam. Além disso, elas, apesar de irem mais ao médico que os homens, se consultam menos com um cardiologista do que eles.

Sintomas atípicos em mulheres

Os sintomas do infarto em mulheres são mais atípicos do que entre os homens, o que pode explicar em parte a menor percepção das mulheres quando estão sofrendo um infarto. Em geral, há maior possibilidade de irradiação dorsal e palpitações, além da fadiga ser mais intensa.

Tratamento diferente do infarto em mulheres

Também existem diferenças no tratamento do infarto em mulheres. Elas devem receber menores doses de aspirina, menos heparina de baixo peso molecular e menos analgésicos morfínicos que os homens.

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Dra. Marta Marnet

CCM Saúde é uma publicação informativa realizada por uma equipe de especialistas de saúde e redatores supervisionados pela Dra. Marta Marnet (número de registro 19741 no Colégio de Médicos de Barcelona, Espanha).

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